" Ser governado é... Ser guardado à vista, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, parqueado, endoutrinado, predicado, controlado, calculado, apreciado, censurado, comandado, por seres que não têm nem o título, nem a ciência, nem a virtude (...). Ser governado é ser, a cada operação, a cada transação, a cada movimento, notado, registrado, recenseado, tarifado, selado, medido, cotado, avaliado, patenteado, licenciado, autorizado, rotulado, admoestado, impedido, reformado, reenviado, corrigido. É, sob o pretexto da utilidade pública e em nome do interesse geral, ser submetido à contribuição, utilizado, resgatado, explorado, monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado, roubado; e depois, à menor resistência, à primeira palavra de queixa, reprimido, multado, vilipendiado, vexado, acossado, maltratado, espancado, desarmado, garroteado, aprisionado, fuzilado, metralhado, julgado, condenado, deportado, sacrificado, vendido, traído e, no máximo grau, jogado, ridicularizado, ultrajado, desonrado. Eis o governo, eis a justiça, eis a sua moral!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

E se o cimento fosse feito a partir de cannabis?


E se o cimento fosse feito a partir de cannabis?
Paul Miles / Exclusivo Financial Times
03/02/10 06:50


No Reino Unido e em França, usar cânhamo (uma espécie de cannabis) na construção é uma prática cada vez mais comum.

"Alguns devotos pensam que é a resposta para tudo", afirma Pete Walker sobre o cânhamo. "Pode comer-se [é rico em óleos omega-3 e omega-6], utilizar-se como loção corporal, vestir-se, escrever-se - e, obviamente, fumar-se - mas o nosso interesse recai sobre a possibilidade de ser utilizado na construção".

O director do Centro de Materiais de Construção Inovadores do Instituto de Investigação da Construção do Reino Unido na Universidade de Bath iniciou recentemente um projecto de 856 mil euros (740 mil libras), financiado pelo governo do Reino Unido e pelo sector da construção, para estudar e desenvolver a utilização deste material na construção. A pesquisa é sustentada em mais de mil anos de história. Arqueólogos em França descobriram uma ponte do século VI em que as pedras foram ligadas com argamassa à base de cânhamo.

Ao longo de milhares de anos, o cânhamo tem sido cultivado pelas suas fibras que são usadas para fazer cordas e têxteis. Também conhecido por ‘Cannabis sativa', era tão importante para a economia durante o reinado de Henrique VIII que os agricultores eram obrigados a cultivá-lo.

Das estrebarias para a construção

É o espesso núcleo interno da planta do cânhamo, o subproduto que resulta dp "desperdício" da extracção das fibras, que é usado na construção. Na prática, o cânhamo substitui o inerte - pedras e gravilha - que é normalmente utilizado na mistura com o cimento para formar betão. A Lime Technology, uma das empresas líderes na construção à base de cânhamo, denomina o seu produto de "hemcrete" - "betânhamo".

Tradução de Carlos Jerónimo


Do Site e link original:
http://economico.sap...abis_80541.html
03/02/10 06:50

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sobrevivente de Auschwitz monta banda de rap!

Esther Bejarano, uma das últimas integrantes sobreviventes da orquestra de mulheres de Auschwitz, fez música a vida inteira. Agora ela uniu-se a uma banda de hip hop para manter viva a memória do Holocausto

O som é familiar: batidas rápidas, rimas austeras, vocais poderosos apoiados por vozes femininas de fundo. Ao que parece, hip hop padrão.
No entanto, parece haver alguma coisa errada: as letras – algumas são em iídiche, outras em hebraico, e até em italiano. E, além disso, há aquela voz. Sem dúvida é muito velha para vir de um artista de hip hop, não?

Sim, caso o ouvinte tenha sido criado no mundo de rap no estilo de gangues, repleto de astros cercados por auxiliares quase nuas, conforme se vê na MTV. Mas Esther Bejarano, uma das estrelas de um novo álbum curioso e convincente – e do documentário que o acompanhará e que está em fase de produção – nunca esteve na MTV. Ela é uma das últimas integrantes sobreviventes da Orquestra de Garotas de Auschwitz, que era obrigada a tocar enquanto trens cheios de judeus e ciganos chegavam ao campo. Agora, junto como os seus filhos, ela fez um CD com os rappers do grupo Microphone Mafia, de Colônia. Quem quiser pode chamar o estilo de hip hop Holocausto.
“Isso é sem dúvida algo um pouco diferente daquilo que normalmente fazemos”, disse a “Spiegel Online” a minúscula Bejarano, de 85 anos, referindo-se ao seu grupo Coincidence, que inclui a sua filha Edina e o filho Joram, e que normalmente toca músicas judaicas e antifascistas. “Mas eu sei que esse tal de hip hop é popular entre a juventude. Achei que se trabalhássemos juntos, os jovens poderiam aprender mais sobre o que aconteceu naquela época”.

O álbum, chamado Per La Vita, inclui músicas com tema de resistência como Desateur e Avanti Popolo. Mas ele foi remixado para incluir rimas criadas por Kutly Yurtseven e Rossi Pennino, do Microphone Mafia, uma dupla de hip hop que está em atividade desde o lançamento do seu álbum de estreia em 1994.

E ele conseguiu um modesto sucesso, sendo que uma das músicas do CD é atualmente a número dois em uma lista de sucessos musicais criada para promover a música pop em língua alemã. A banda está atualmente fazendo apresentações pela Alemanha, com várias datas já marcadas para fevereiro, incluindo um show em Berlim no dia 27.

Porém, de forma geral, o álbum atraiu exatamente aquele tipo de atenção que os artistas esperavam. O projeto originou-se como uma resposta à iniciativa neonazista de distribuição de música de direita em pátios escolares em toda a Alemanha. A Confederação dos Sindicatos Alemães (DGB) perguntou ao Microphone Mafia em 2007 se o grupo estaria disposto a lançar um CD próprio – versões em rap de músicas judaicas para que os professores as distribuíssem aos alunos.

“Que máfia”?
O DGB sugeriu que Yurtseven, filho de trabalhadores turcos que vieram para a Alemanha durante o Milagre Econômico do país, entrasse em contato com Bejarano. “Assim, eu telefonei”, contou Yurtseven no último domingo, durante um evento em Hamburgo para a promoção do projeto. “Quando eu me apresentei, fez-se um silêncio total na linha. A seguir ela perguntou: ‘Que mafia?’. No início foi muito estranho”, disse Yurtseven a Spiegel Online.

Um clipe breve do filme a ser lançado (ele será concluído em algum momento mais para o final deste ano) mostra uma Bejarano de expressão enigmática no momento em que soube o que Yurtseven fez com o seu material. “Isso não se parece nada com as minhas músicas”, disse Bejarano.

Porém, pouco depois esse grupo improvável percebeu que tinha esbarrado em algo interessante. “Eu de fato passei a perceber como a música é capaz de unir as pessoas – ela realmente rompe fronteiras”, diz Yurtseven.

A própria banda proporciona muitas evidências disso. A parceira de Yurtseven do Microfone Mafia, Rosário Pennino, é oriunda de uma família católica que, de forma similar, mudou-se para a Alemanha em uma época em que o país importava mão-de-obra para alimentar o rápido crescimento econômico do pós-guerra. Os dois juntaram forças no final da década de 80, em parte para falar sobre a experiência de ser estrangeiro na Alemanha.

“Pura zombaria”
De fato, foi o foco do Microphone Mafia no deslocamento social que fez do grupo um parceiro óbvio para Bejarano. No entanto, havia diferenças culturais a superar.

“Eles são gente muito boa, mas são meio caóticos”, diz Bejarano com uma risada, referindo-se aos seus parceiros hip hop. “Eles pulam bastante quando estão no palco. Eu lhes disse que talvez devêssemos reduzir um pouco esse ímpeto, mas as pessoas receberam o trabalho muito bem. Elas dançam e elogiam muito”.

Bejarano e a sua família pretendiam deixar a Alemanha nazista e mudar para a Palestina no início da Segunda Guerra Mundial, mas foram presos e enviados para um campo de trabalhos forçados não muito distante de Berlim, em uma cidade chamada Fürstenwalde Spree. Em 1943, quando tinha 18 anos de idade, ela foi deportada para Auschwitz. Bejarano conta que inicialmente foi obrigada a carregar pedras pesadas de um lado para outro de um campo. “No dia seguinte, tínhamos que carregar as pedras de volta”, recorda-se ela. “Era pura zombaria”.

Mas seis semanas depois ela ouviu dizer que as SS estavam procurando mulheres para uma nova orquestra. “Eu disse que era capaz de tocar acordeão, um instrumento que nunca tocara antes, mas eu sabia tocar piano”, conta ela. Os guardas do campo obrigavam a orquestra a tocar quando os trens descarregavam as vítimas destinadas às câmaras de gás.

“Muita coisa a fazer”
“Eu vi muitas coisas ruins e passei por experiências horríveis”, diz ela. “Mas o pior foi tocar quando os trens traziam pessoas para as câmaras de gás – e eu sabia para onde eles iam, e eles não tinham a menor ideia do que lhes esperava. Isso é algo que jamais esquecerei. Foi terrível”.

Bejarano acabou sendo enviada para o campo de concentração de mulheres em Ravensbrück, antes de escapar de uma marcha forçada, alguns dias antes do final da guerra. Os seus pais e a irmã morreram no Holocausto.

Desde então, ela dedicou a sua vida à música e a manter viva a memória do Holocausto. Ela visita regularmente escolas na Alemanha, onde conta a sua história com uma franqueza amigável. Tendo tocado durante anos na banda Coincidence, ela está longe de ser uma estranha aos palcos.

E agora Bejarano está na rota para tornar-se uma estrela do hip hop. “Nós pretendemos gravar um outro CD”, diz ela. “Temos muita coisa a fazer”.



download http://www.lokodocerrado.com/

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Mais Uma Jornada De Protestos Contra o RACISMO, O Preconceito, a intolerância, e a Discriminação!


Programação:

06/02 - Taboão da Serra: Das 12H às 20H.

Maracatu- Música Popular – Regicídas – Servidores do Rap Ataque e Resistência- Revolta Popular – Versos em Brisa- Roda de Capoeira e mais… FILME NO TELÃO: BASTARDOS INGLÓRIOS PALESTRA: O sindicalismo revolucionário e Antifascismo( Idílio-FOSP/ COB)

Espaço Cultural Resistência e Ousadia – Rua José Maciel, 584 – Centro Taboão da Serra.
13/02 ATO E PANFLETAGEM EM DIADEMA ÀS 12H

LOCAL: PRAÇA LAURO MICHELS - CENTRO

20/02 - RIO PEQUENO: (na Quadra)Pça. Do Brasil-Japão às 15H.

RAP- PUNK- MPB – SAMBA – DANÇA DE RUA – CAPOEIRA



EXPOSIÇÕES E MUITO PROTESTO. (Próx. a favela do Sapé)

21/02 - BRASILÂNDIA (Z/N): MARACATU- CAPOEIRA ANGOLA- VIDEO-BATEPAPO- BANDAS: PUNK- RAP…Rua Xavier da Silva Ferrão, 31- EMEF Morro Grande

27/02 - PRAÇA DO PATRIARCA (CENTRO) ÀS 10H.

MANIFESTAÇÃO PÚBLICA: MICROFONE ABERTO- DENÚNCIAS – EXPOSIÇÕES – RODA DE CAPOEIRA – MÚSICA MURAL ANTIFASCISTA E MUITO MAIS…

“VENHAM PARTICIPAR CONOSCO.” ESSA LUTA É DE TODOS E TODAS NÓS!” ORGANIZAÇÃO: MOVIMENTO ANARCO PUNK DE SÃO PAULO (MAP/SP) CAIXA POSTAl: 1677 CEP: 01032-970 SP/SP – e-mail: map.sp@anarcopunk. org www.anarcopunk.org/mapsp

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Caravana do Cordel retoma as atividades e homenageia o pioneiro Chagas Batista



A Caravana do Cordel convida para para o tradicional

ENCONTRO COM A POESIA DE CORDEL

em homenagem aos

80 ANOS DE MORTE DE FRANCISCO DAS CHAGAS BATISTA

Na programação

FEIRA DE LITERATURA DE CORDEL
RECITAL DE POESIA
EXPOSIÇÃO DE XILOGRAVURA
MÚSICA & LEITURA DE CORDEL

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Atração Especial

Exposição de esculturas em madeira do artista pernambucano Dé Pajeú

Lançamentos



Viagem com o Pavão Misterioso, de Marcos Linhares


O Coronel Avarento, de Josué Gonçalves de Araújo


As proezas de Adeládio, de Luiz Wilson

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A Caravana do Cordel é um movimento-escola formado por poetas e entusiastas do cordel que resolveram promover esse tipo de produção literária a partir do encontro com o público em geral. Desde o ano passado que os encontros acontecem mensalmente no Espaço Cineclubista na Rua Augusta em São Paulo. Este convite é para a abertura da temporada de 2010 no mesmo local e hora. Nosso lema é Um mundo de cordel para todo mundo e em nosso encontro estarão presentes os maiores nomes do cordel em São Paulo, bem como cantores convidados e estudiosos. Agradecemos a sua presença.

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sábado dia 6 de fevereiro às 19h30
Espaço Cineclubista

Rua Augusta, 1239 Centro
Metrô Consolação
(entrada franca)

A Editora Luzeiro apoia esse evento.

Marco Haurélio
http://marcohaurelio.blogspot.com/
http://fotolog.terra.com.br/marcohaurelio

domingo, 31 de janeiro de 2010

1931: Entrevista Com Ex-Cangaceiro do Bando de Lampião

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Rostand Medeiros (*)

"A Notícia", 8 de março de 1931. (clique sobre a imagem para ampliá-la)

Durante o período de atuação de Virgulino Ferreira da Silva, o “Lampião” como chefe cangaceiro, chama a atenção de quem deseja conhecer a sua história através dos jornais, a quantidade de notícias que se pode encontrar na hemeroteca do Arquivo Público do Estado de Pernambuco. Em alguns dos muitos jornais que circulavam em Pernambuco no período compreendido entre os anos de 1918 a 1938, quase todos os dias, principalmente entre os anos de 1922 e 1933, é difícil não se encontrar alguma notícia sobre o “rei do cangaço” e o seu bando.
Muitas das antigas coleções destes jornais, provenientes de diversos pontos do estado de Pernambuco, estão devidamente encadernados e abertos à pesquisa, que pode ser feita de forma tranqüila, com pessoal especializado assessorando os pesquisadores, farto material, seguindo regras básicas de manuseio e correta utilização. Localizado na Rua do Imperador D. Pedro II, número 371, no bairro de Santo Antônio, próximo ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo pernambucano, esta repartição pública é um verdadeiro oásis de informações, onde aqueles que desejam se aprofundar nas pesquisas sobre o cangaço, certamente deverão sair com alguma nova informação.
Recentemente estive em Recife para mais uma pesquisa sobre o cangaço neste local. Manuseando cuidadosamente o grande volume onde estão encadernadas as edições do primeiro semestre de 1931, o jornal recifense “A Notícia”, na edição do dia 8 de março, que em meio a muitas notícias da famosa e malfadada tentativa do capitão-aviador Chevalier, de utilizar um avião para dar combate a Lampião e seu bando no interior da Bahia, na primeira página, traz uma nota que chama a atenção pelo título; “Lampião, O soberano Sinistro - Um Ex-Companheiro do Famoso Cangaceiro, Faz Interessantes Declarações a Imprensa Carioca”. O jornal pernambucano transcreve uma reportagem do periódico carioca “Jornal de Notícias”, com uma entrevista do então soldado do exército brasileiro, Otaviano Pereira de Carvalho. Ele é apresentado em relação a Lampião como “um homem que conhece os esconderijos, os seus processos, as suas táticas”. Otaviano, que dizia haver nascido na cidade cearense de Iguatu, estava agora, segundo o jornal, “incorporado à civilização”, não informou como se deu a sua entrada no bando.
Afirmou que “Lampião era um bom homem, que vivia na espingarda, mas era educado, possuía gestos de generosidade, distribuía dinheiro com os pobres, os cegos e falava pouco.” Otaviano informou que “no assalto a casa da baronesa o cangaceiro teria conseguido a fortuna de 150 contos de réis, brilhantes, rosários de ouro, onde o rosário principal estaria com uma suposta amante de Lampião, que vivia na fazenda do Maxixe, em Pernambuco”. Informa o modo como “a ação ocorreu através de um falso cortejo fúnebre que entrou na vila pela manhã cedo, onde as armas são retiradas de uma rede que supostamente traria um defunto, passando o grupo a atacar a casa do delegado e exterminam a vida deste militar”. Seguramente este pretenso ex-cangaceiro comentava sobre o famoso assalto ocorrido em 26 de junho de 1922, a casa da senhora Joana Vieira Sandes de Siqueira Torres, a Baronesa de Água Branca, moradora desse município alagoano, homônimo ao seu título de nobreza. Fato este que gerou forte publicidade para a atuação de Lampião e do seu bando.
Mas quem seria a amante da “fazenda do Maxixe”, em Pernambuco? Seria então Maria Bonita, que depois se deixou fotografar com o rico objeto?
O ex-cangaceiro Otaviano em nenhum momento fala algo negativo sobre seu suposto ex-chefe. Já em relação ao irmão deste, Levino, não nega palavras desaforadas; “Levino é um impossível. Eu queria ter um tostão, por cada moça que ele deixou a toa. É malvado. Mata só para ver a queda”.
Sobre os protetores e coiteiros de Lampião, o então militar narrou que um certo “Véio Praxedes”, que vivia próximo a Custódia, em Pernambuco, lhe guardava muitas munições. Sobre as armas comentou que “os fuzis do bando sempre eram utilizados serrados, tornando o armamento mais leve e ágil na sua utilização. O armeiro que deixava as armas preparadas seria um certo ferreiro de nome Zuza, do município cearense de Jardim, localizado na fronteira de Pernambuco”.
Comentou que “o melhor esconderijo de Lampião fica na Serra da Forquilha”, que teria sido descoberto pelo então falecido cangaceiro paraibano Cícero Costa. No local, Otaviano informou existir um precioso caldeirão de água.
Sobre a medicina típica do bando, ele comentou que “para ferimentos de bala, Lampião e seus comandados utilizavam água de caroá para lavar o ferimento, depois colocavam leite de favela e entre quatro a cinco dias a ferida cicatrizava satisfatoriamente”.
A reportagem enalteceu o comentário de Otaviano sobre o fato de Lampião não haver perseguido em 1926 a Coluna Prestes, na época do governo Artur Bernardes,. Disse que o ex-chefe era francamente favorável às revoluções no país, pois nestes períodos aproveitava para “descansar das perseguições”.
Sobre a propalada pontaria de Lampião, o jornal transcreveu as palavras do militar sertanejo na íntegra; “com um oio só faz o servicinho mío do que com dois oio”. Perguntado se ele era valente, comentou que Lampião “não tem preguiça de brigá, não”.
Já sobre de onde surgiu à alcunha de Virgulino Ferreira da Silva, o ex-cangaceiro comentou sobre uma interessante tese. Segundo ele, em uma ocasião que Virgulino estava na vila pernambucana de Nazaré, local de onde surgiram seus mais ferrenhos perseguidores, ele teria feito um grande escarcéu, “quebrando todos os lampiões que existiam no lugar” e daí surgindo o nome que tornaria este cangaceiro famoso.
Sobre a ação da polícia, chama a atenção os extensos e satisfatórios comentários feitos pelo ex-cangaceiro Otaviano, sobre a valentia e a forma de agir do então capitão Lucena, da polícia alagoana. Era o mesmo oficial José Lucena que em uma desastrada ação policial ocorrida em território alagoano, no ano de 1921, assassinou o pai de Virgulino, o pacato José Ferreira.
Durante toda a entrevista, Otaviano Pereira de Carvalho em nenhum momento comenta o seu nome como ficou conhecido no meio dos cangaceiros. Sua entrevista chama atenção pela falta de fotografias do entrevistado, maiores dados sobre o militar Otaviano no Exército Brasileiro e outras notas dissonantes. Seria para se proteger?
Não podemos esquecer que em 1931, o militar e político cearense Juarez Fernandes do Nascimento Távora, havia comandado as forças nordestinas que apoiaram Getúlio Vargas na implantação do movimento revolucionário de 1930 na região e ganha o apelido de “Vice-Rei do Norte”. Távora e a Revolução de 1930 desejavam alterar as bases políticas e econômicas existentes então no sertão nordestino, retirando tudo que representasse o atraso, daí se enquadravam desde os coronéis aos cangaceiros. Neste sentido, uma entrevista com um ex-cangaceiro, agora militar do Exército Brasileiro, mesmo que falsa, servia de maneira extremamente positiva ao novo regime.
Mas se Otaviano Pereira de Carvalho fosse realmente quem ele afirmava ser na entrevista? Aí só mais outras pesquisas para corroborar, ou não, a reportagem de capa do jornal pernambucano “A Notícia”, do dia 8 de março de 1931.
Evidentemente que aqueles que desejam trabalhar com a pesquisa histórica, seja em relação ao cangaço ou outros assuntos, venha a informação pesquisada oriunda de fontes orais ou documentais, conseguidas através de um diálogo com um informante, ou em uma hemeroteca de algum arquivo, não é nenhuma novidade comentar que o material analisado deve ser sempre visto com ressalvas e exaustivamente analisado.
Entretanto visitar arquivos, em um futuro não muito distante, deverá ser a principal forma de se pesquisar sobre o cangaço, pois enfim, o tempo não para, pois as testemunhas do cangaço estão seguindo seu caminho natural.

06 Feb 210 - Make Capitalism History - Just do it!



Poverty is not just caused by government policies – it’s caused by the global economic and political system. Mega-rich banks are sucking the people of the world dry. Unemployment has reached an all time high, personal tax is now staggering and still the banks are managing to pay themselves record bonusses without any real attempt from the government to block this.

This domination of the world market by the banks and the big monopoly companies has a name: imperialism. A handful of robber nations, whose capitalists have saturated their domestic market, seek to make super-profits from the rest of the world.

Destroy the IMF, WTO and World Bank!
These undemocratic – and therefore unreformable – institutions of neoliberalism must be broken up. They serve no one’s interests except the rich and powerful corporate bosses.

On the 6th of Feb 2010 groups from all over the world will be joining to storm into their financial districts and make capitalism history.

We ask that you all take part in your own capitals and help our voices to be heard!

Information on location and times:

http://www.antifa.fr/worldwide

http://www.facebook.com/event.php?eid=260818433540&index=1
(ENGLISH)

http://www.facebook.com/group.php?gid=236955989937&ref=mf
(GREEK)

http://www.facebook.com/group.php?gid=290989276194&ref=mf
(FRENCH)

http://www.facebook.com/group.php?gid=315053189967
(ITALIAN)





JOIN US - JUST DO IT !!

domingo, 24 de janeiro de 2010

HOMEM & MULHER



É certo que os Opostos se atraem Porem Oposto é Oposto! E para que serve os Roseirais????
http://zkdiniz.blogspot.com/