" Ser governado é... Ser guardado à vista, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, parqueado, endoutrinado, predicado, controlado, calculado, apreciado, censurado, comandado, por seres que não têm nem o título, nem a ciência, nem a virtude (...). Ser governado é ser, a cada operação, a cada transação, a cada movimento, notado, registrado, recenseado, tarifado, selado, medido, cotado, avaliado, patenteado, licenciado, autorizado, rotulado, admoestado, impedido, reformado, reenviado, corrigido. É, sob o pretexto da utilidade pública e em nome do interesse geral, ser submetido à contribuição, utilizado, resgatado, explorado, monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado, roubado; e depois, à menor resistência, à primeira palavra de queixa, reprimido, multado, vilipendiado, vexado, acossado, maltratado, espancado, desarmado, garroteado, aprisionado, fuzilado, metralhado, julgado, condenado, deportado, sacrificado, vendido, traído e, no máximo grau, jogado, ridicularizado, ultrajado, desonrado. Eis o governo, eis a justiça, eis a sua moral!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Em 7 anos, apenas três terras Guarani foram homologadas


Levantamento da Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP) revela ainda que 80% dos territórios Guarani localizados nas regiões Sul e Sudeste do país não foram regularizadas até agora ou se encontram regularizadas com pendências

Por Bianca Pyl

Do total de 74 Terras Indígenas (TIs) homologadas pelo governo federal do início de 2003 até outubro de 2009, apenas três contemplam o povo Guarani, uma das maiores populações indígenas do país. Levantamento da Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP) revela que 80% dos territórios Guarani localizados nas regiões Sul e Sudeste do país não foram regularizados ou se encontram regularizados com pendências.

E mais: 50 das 120 terras com presença Guarani não estão sequer reconhecidas nas estimativas oficiais e, portanto, não são sequer divulgados pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Os dados fazem parte do livro "Terra Guarani no Sul e no Sudeste", lançado pela CPI-SP no final do ano passado.

O povo indígena Guarani representa 10,2% do total de índios em território nacional e abrange mais de 55 mil índios, distribuídos principalmente nas regiões Sul (RS, SC, PR), Sudeste (SP, RJ, ES) e Centro-Oeste (MS). Existem Guarani em outros quatro países: Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia.
Indío Guarani de São Paulo participa de
debate no CPI-SP (Foto: Carlos Penteado)
"Parte do não reconhecimento do direito a terra se deve à localização das aldeias Guarani em áreas de grande interesse econômico. Com o desenvolvimento predatório das regiões Sul e Sudeste, os Guarani perderam a maior parte do território que ocupavam originalmente", analisa Daniela Perutti, antropóloga da CPI-SP e uma das autoras do estudo.

A associação dos indígenas a uma suposta pureza e isolamento está difundida no imaginário popular. Os índios que usam roupas, telefone celular e vivem próximos das grandes cidades fogem deste estereótipo, como é o caso dos Guarani do Sul e Sudeste. Por essa razão, são vistos com preconceito. "É como se o fato de estarem mais próximos de nós fizesse com ques fossem menos ´legítimos´. Os Guarani são com freqüência acusados de serem nômades e aculturados. Tais estratégias de descaracterização desta etnia são pautadas por observações absolutamente superficiais em relação ao seu modo de vida", coloca Daniela.

Ações

Atualmente, os principais entraves na regularização das TIs Guarani estão nos conflitos com agentes particulares que disputam os territórios, a especulação imobiliária, os grandes empreendimentos públicos e privados, além do interesse de mineradoras e madeireiras.

Entre as 97 ações judiciais envolvendo 43 terras Guarani, 37 são ações contrárias aos indígenas. De acordo com a CPI-SP, existem 26 situações nas quais as terras com presença Guarani são disputadas por terceiros que reivindicam a propriedade ou posse de tais áreas.

"A ação do Ministério Público Federal (MPF) tem sido fundamental para a garantia dos direitos indígenas, de uma forma geral. A atuação do órgão não se limita à esfera judicial, mas também na instauração de inquéritos, além de outras formas de acompanhamento de disputas envolvendo esses povos", explica a advogada Carolina Bellinger, assistente de coordenação da CPI-SP.

O MPF é autor de 24 demandas envolvendo 30 TIs com presença de Guarani nas Regiões Sul e Sudeste. Cinco ações propostas pelo órgão pedem agilidade na demarcação das terras de Araça´í, Conquista, Morro Alto, Pindoty, Piraí, Tarumã, Tapera e Yaka Porã, em Santa Catarina, e as terras de Peagoaty e Pindoty, situadas no Estado de São Paulo.

A TI do Jaraguá é um exemplo de área homologada com dimensão diminutas: o local possui apenas 1,75 hectares para 343 pessoas. É a menor em todo o Brasil. "Um território indígena deve ter espaço suficiente para que o grupo possa se reproduzir física e culturalmente", comenta Daniela. De acordo com ela, viver em territórios pequenos afeta a coleta de matéria-prima para a produção de artesanato; prejudica as atividades de caça e pesca, a agricultura e as trilhas de acesso às outras aldeias próximas.

Uma das consequências mais graves é a insegurança alimentar das populações Guarani. "Sem um território adequado para a subsistência, o grupo passa a depender cada vez mais de produtos industrializados. E a inexistência de renda suficiente para o consumo adequado destes produtos gera um estado de vulnerabilidade no grupo", conclui a antropóloga.

Por conta do espaço restrito, atualmente há pelo menos 17 casos de terras Guarani do Sul e Sudeste em processo ou que reivindicam a revisão de seus limites. "Os pedidos de revisão de limites costumam ser muito demorados para serem atendidos, igual aos processos de homologação de terras ainda não regularizadas. Uma coisa é a Funai iniciar o processo de revisão de limites e outra é proceder de fato essa revisão com a demarcação de uma nova área", lamenta Carolina, advogada ligada à comissão.

Conservação
Quase a totalidade das terras Guaranis existentes no Sul e Sudeste (90%) estão localizadas em áreas de Mata Atlântica. Isso gera problemas de sobreposição com as Unidades de Conservação (UCs), e consequentemente cria obstáculos para a regularização, como no caso de 18 terras na região.

Aldeia Boa Vista, em São Paulo, localizada em área de Mata Atlântica (Foto: Carlos Penteado)

Para o subgrupo denominado Mbyá e também para os Nhandeva, a biodiversidade da Mata Atlântica é parte constitutiva das práticas sociais desta etnia, de acordo com Daniela. A questão da sobreposição de TIs com UCs é um tema considerado complicado, principalmente com as unidades de proteção integral, que não permitem a presença humana.

Para a pesquisadora, os Guarani não podem ser vistos como um entrave à preservação da Mata Atlântica, mas sim como um agente que contribui para a conservação do que ainda restou do bioma. "A criação de tais unidades para proteger os 7% de Mata Atlântica que ainda restaram é necessária e legítima. Contudo, não se pode negligenciar que a mata é ocupada pelo povo Guarani desde antes de todo o processo de devastação do bioma".

A solução para este conflito seria a política ambiental incorporar os indígenas em suas ações, buscando soluções que conciliem seu direito originário à terra com a efetiva preservação, sugere um trecho do livro publicado pela CPI-SP, organização não-governamental (ONG) fundada na capital paulista em 1978. No caso de sobreposição de TIs a UCs, a mudança de limites de determinada unidade pode ocorrer por meio de uma lei aprovada nas câmaras municipais, nas assembléias legislativas ou no Congresso Nacional, de acordo com o tipo de UC - municipal, estadual ou federal.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O Rap é proibido em São Lourenço, no sul de Minas Gerais


Prefeito de cidade de Minas Gerais censura música.
Segundo o sítio G1, o prefeito de São Lourenço, no sul de Minas Gerais, proibiu foliões de ouvirem funk e rap neste carnaval. Quem desafiar a ordem pode ficar por até seis (6) meses na cadeia. A decisão foi tomada com apoio da Polícia Militar e da Justiça.

Para o prefeito, José Sacido Barci Neto,"São movimentos de massa muito condensados, que exigem uma estrutura melhor de coordenação, controle e segurança, que uma festa pública como o carnaval não nos permite adotar".
Quem for surpreendido ouvindo funk ou rap durante os dias de folia vai ter que desligar o som, ou vai parar na delegacia por crime de desobediência. O crime pode render até seis meses de prisão.

12/02/2010

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O BLOG RETALHOS DO MODERNISMO DISPONIBILIZOU TODOS OS LIVROS DE DOMÍNIO PÚBLICO DO LIMA BARRETO.


O BLOG RETALHOS DO MODERNISMO DISPONIBILIZOU TODOS OS LIVROS DE DOMÍNIO PÚBLICO DO LIMA BARRETO.
BASTA ENTRAR NO BLOG. A POSTAGEM ESTÁ NO FINAL DA PÁGINA DE ROSTO.
O LINK DO BLOG RETALHOS DO MODERNISMO É: =


http://literalmeida.blogspot.com

A RELAÇÃO DOS LIVROS É ESTA:

A MULHER DO ANACLETO
A NOVA CALIFÓRNIA
CARTA DE UM DEFUNTO RICO
CLARA DOS ANJOS
CONTOS DE LIMA BARRETO
CRÔNICAS DE LIMA BARRETO
DIÁRIO ÍNTIMO
EFICIÊNCIA MILITAR
FUI BUSCAR LÃ...
HISTÓRIAS E SONHOS
MANEL CAPINEIROS
MARGINALIA
MILAGRE DO NATAL
NUMA E A NINFA
O CAÇADOR DOMÉSTICO
O CEMITÉRIO DOS VIVOS
O FALSO DOM HENRIQUE V
O FILHO DE GABRIELA
O HOMEM QUE SABIA JAVANÊS
O NÚMERO DA SEPULTURA
O PECADO
O SUBTERRÂNEO DO MORRO DO CASTELO
O TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA
O ÚNICO ASSASSINATO DE CAZUZA
OS BRUZUNDANGAS
QUASE ELA DEU O "SIM", MAS...
RECORDAÇÕES DO ESCRIVÃO ISAÍAS CAMINHA
TRÊS GÊNIOS DE SECRETÁRIAS
UM ESPECIALISTA
UM QUE VENDEU A SUA ALMA
VIDA URBANA
SITE DO DOMÍNIO PÚBLICO

(Luiz de Almeida - http://literalmeida.blogspot.com )

E se o cimento fosse feito a partir de cannabis?


E se o cimento fosse feito a partir de cannabis?
Paul Miles / Exclusivo Financial Times
03/02/10 06:50


No Reino Unido e em França, usar cânhamo (uma espécie de cannabis) na construção é uma prática cada vez mais comum.

"Alguns devotos pensam que é a resposta para tudo", afirma Pete Walker sobre o cânhamo. "Pode comer-se [é rico em óleos omega-3 e omega-6], utilizar-se como loção corporal, vestir-se, escrever-se - e, obviamente, fumar-se - mas o nosso interesse recai sobre a possibilidade de ser utilizado na construção".

O director do Centro de Materiais de Construção Inovadores do Instituto de Investigação da Construção do Reino Unido na Universidade de Bath iniciou recentemente um projecto de 856 mil euros (740 mil libras), financiado pelo governo do Reino Unido e pelo sector da construção, para estudar e desenvolver a utilização deste material na construção. A pesquisa é sustentada em mais de mil anos de história. Arqueólogos em França descobriram uma ponte do século VI em que as pedras foram ligadas com argamassa à base de cânhamo.

Ao longo de milhares de anos, o cânhamo tem sido cultivado pelas suas fibras que são usadas para fazer cordas e têxteis. Também conhecido por ‘Cannabis sativa', era tão importante para a economia durante o reinado de Henrique VIII que os agricultores eram obrigados a cultivá-lo.

Das estrebarias para a construção

É o espesso núcleo interno da planta do cânhamo, o subproduto que resulta dp "desperdício" da extracção das fibras, que é usado na construção. Na prática, o cânhamo substitui o inerte - pedras e gravilha - que é normalmente utilizado na mistura com o cimento para formar betão. A Lime Technology, uma das empresas líderes na construção à base de cânhamo, denomina o seu produto de "hemcrete" - "betânhamo".

Tradução de Carlos Jerónimo


Do Site e link original:
http://economico.sap...abis_80541.html
03/02/10 06:50

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sobrevivente de Auschwitz monta banda de rap!

Esther Bejarano, uma das últimas integrantes sobreviventes da orquestra de mulheres de Auschwitz, fez música a vida inteira. Agora ela uniu-se a uma banda de hip hop para manter viva a memória do Holocausto

O som é familiar: batidas rápidas, rimas austeras, vocais poderosos apoiados por vozes femininas de fundo. Ao que parece, hip hop padrão.
No entanto, parece haver alguma coisa errada: as letras – algumas são em iídiche, outras em hebraico, e até em italiano. E, além disso, há aquela voz. Sem dúvida é muito velha para vir de um artista de hip hop, não?

Sim, caso o ouvinte tenha sido criado no mundo de rap no estilo de gangues, repleto de astros cercados por auxiliares quase nuas, conforme se vê na MTV. Mas Esther Bejarano, uma das estrelas de um novo álbum curioso e convincente – e do documentário que o acompanhará e que está em fase de produção – nunca esteve na MTV. Ela é uma das últimas integrantes sobreviventes da Orquestra de Garotas de Auschwitz, que era obrigada a tocar enquanto trens cheios de judeus e ciganos chegavam ao campo. Agora, junto como os seus filhos, ela fez um CD com os rappers do grupo Microphone Mafia, de Colônia. Quem quiser pode chamar o estilo de hip hop Holocausto.
“Isso é sem dúvida algo um pouco diferente daquilo que normalmente fazemos”, disse a “Spiegel Online” a minúscula Bejarano, de 85 anos, referindo-se ao seu grupo Coincidence, que inclui a sua filha Edina e o filho Joram, e que normalmente toca músicas judaicas e antifascistas. “Mas eu sei que esse tal de hip hop é popular entre a juventude. Achei que se trabalhássemos juntos, os jovens poderiam aprender mais sobre o que aconteceu naquela época”.

O álbum, chamado Per La Vita, inclui músicas com tema de resistência como Desateur e Avanti Popolo. Mas ele foi remixado para incluir rimas criadas por Kutly Yurtseven e Rossi Pennino, do Microphone Mafia, uma dupla de hip hop que está em atividade desde o lançamento do seu álbum de estreia em 1994.

E ele conseguiu um modesto sucesso, sendo que uma das músicas do CD é atualmente a número dois em uma lista de sucessos musicais criada para promover a música pop em língua alemã. A banda está atualmente fazendo apresentações pela Alemanha, com várias datas já marcadas para fevereiro, incluindo um show em Berlim no dia 27.

Porém, de forma geral, o álbum atraiu exatamente aquele tipo de atenção que os artistas esperavam. O projeto originou-se como uma resposta à iniciativa neonazista de distribuição de música de direita em pátios escolares em toda a Alemanha. A Confederação dos Sindicatos Alemães (DGB) perguntou ao Microphone Mafia em 2007 se o grupo estaria disposto a lançar um CD próprio – versões em rap de músicas judaicas para que os professores as distribuíssem aos alunos.

“Que máfia”?
O DGB sugeriu que Yurtseven, filho de trabalhadores turcos que vieram para a Alemanha durante o Milagre Econômico do país, entrasse em contato com Bejarano. “Assim, eu telefonei”, contou Yurtseven no último domingo, durante um evento em Hamburgo para a promoção do projeto. “Quando eu me apresentei, fez-se um silêncio total na linha. A seguir ela perguntou: ‘Que mafia?’. No início foi muito estranho”, disse Yurtseven a Spiegel Online.

Um clipe breve do filme a ser lançado (ele será concluído em algum momento mais para o final deste ano) mostra uma Bejarano de expressão enigmática no momento em que soube o que Yurtseven fez com o seu material. “Isso não se parece nada com as minhas músicas”, disse Bejarano.

Porém, pouco depois esse grupo improvável percebeu que tinha esbarrado em algo interessante. “Eu de fato passei a perceber como a música é capaz de unir as pessoas – ela realmente rompe fronteiras”, diz Yurtseven.

A própria banda proporciona muitas evidências disso. A parceira de Yurtseven do Microfone Mafia, Rosário Pennino, é oriunda de uma família católica que, de forma similar, mudou-se para a Alemanha em uma época em que o país importava mão-de-obra para alimentar o rápido crescimento econômico do pós-guerra. Os dois juntaram forças no final da década de 80, em parte para falar sobre a experiência de ser estrangeiro na Alemanha.

“Pura zombaria”
De fato, foi o foco do Microphone Mafia no deslocamento social que fez do grupo um parceiro óbvio para Bejarano. No entanto, havia diferenças culturais a superar.

“Eles são gente muito boa, mas são meio caóticos”, diz Bejarano com uma risada, referindo-se aos seus parceiros hip hop. “Eles pulam bastante quando estão no palco. Eu lhes disse que talvez devêssemos reduzir um pouco esse ímpeto, mas as pessoas receberam o trabalho muito bem. Elas dançam e elogiam muito”.

Bejarano e a sua família pretendiam deixar a Alemanha nazista e mudar para a Palestina no início da Segunda Guerra Mundial, mas foram presos e enviados para um campo de trabalhos forçados não muito distante de Berlim, em uma cidade chamada Fürstenwalde Spree. Em 1943, quando tinha 18 anos de idade, ela foi deportada para Auschwitz. Bejarano conta que inicialmente foi obrigada a carregar pedras pesadas de um lado para outro de um campo. “No dia seguinte, tínhamos que carregar as pedras de volta”, recorda-se ela. “Era pura zombaria”.

Mas seis semanas depois ela ouviu dizer que as SS estavam procurando mulheres para uma nova orquestra. “Eu disse que era capaz de tocar acordeão, um instrumento que nunca tocara antes, mas eu sabia tocar piano”, conta ela. Os guardas do campo obrigavam a orquestra a tocar quando os trens descarregavam as vítimas destinadas às câmaras de gás.

“Muita coisa a fazer”
“Eu vi muitas coisas ruins e passei por experiências horríveis”, diz ela. “Mas o pior foi tocar quando os trens traziam pessoas para as câmaras de gás – e eu sabia para onde eles iam, e eles não tinham a menor ideia do que lhes esperava. Isso é algo que jamais esquecerei. Foi terrível”.

Bejarano acabou sendo enviada para o campo de concentração de mulheres em Ravensbrück, antes de escapar de uma marcha forçada, alguns dias antes do final da guerra. Os seus pais e a irmã morreram no Holocausto.

Desde então, ela dedicou a sua vida à música e a manter viva a memória do Holocausto. Ela visita regularmente escolas na Alemanha, onde conta a sua história com uma franqueza amigável. Tendo tocado durante anos na banda Coincidence, ela está longe de ser uma estranha aos palcos.

E agora Bejarano está na rota para tornar-se uma estrela do hip hop. “Nós pretendemos gravar um outro CD”, diz ela. “Temos muita coisa a fazer”.



download http://www.lokodocerrado.com/

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Mais Uma Jornada De Protestos Contra o RACISMO, O Preconceito, a intolerância, e a Discriminação!


Programação:

06/02 - Taboão da Serra: Das 12H às 20H.

Maracatu- Música Popular – Regicídas – Servidores do Rap Ataque e Resistência- Revolta Popular – Versos em Brisa- Roda de Capoeira e mais… FILME NO TELÃO: BASTARDOS INGLÓRIOS PALESTRA: O sindicalismo revolucionário e Antifascismo( Idílio-FOSP/ COB)

Espaço Cultural Resistência e Ousadia – Rua José Maciel, 584 – Centro Taboão da Serra.
13/02 ATO E PANFLETAGEM EM DIADEMA ÀS 12H

LOCAL: PRAÇA LAURO MICHELS - CENTRO

20/02 - RIO PEQUENO: (na Quadra)Pça. Do Brasil-Japão às 15H.

RAP- PUNK- MPB – SAMBA – DANÇA DE RUA – CAPOEIRA



EXPOSIÇÕES E MUITO PROTESTO. (Próx. a favela do Sapé)

21/02 - BRASILÂNDIA (Z/N): MARACATU- CAPOEIRA ANGOLA- VIDEO-BATEPAPO- BANDAS: PUNK- RAP…Rua Xavier da Silva Ferrão, 31- EMEF Morro Grande

27/02 - PRAÇA DO PATRIARCA (CENTRO) ÀS 10H.

MANIFESTAÇÃO PÚBLICA: MICROFONE ABERTO- DENÚNCIAS – EXPOSIÇÕES – RODA DE CAPOEIRA – MÚSICA MURAL ANTIFASCISTA E MUITO MAIS…

“VENHAM PARTICIPAR CONOSCO.” ESSA LUTA É DE TODOS E TODAS NÓS!” ORGANIZAÇÃO: MOVIMENTO ANARCO PUNK DE SÃO PAULO (MAP/SP) CAIXA POSTAl: 1677 CEP: 01032-970 SP/SP – e-mail: map.sp@anarcopunk. org www.anarcopunk.org/mapsp

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Caravana do Cordel retoma as atividades e homenageia o pioneiro Chagas Batista



A Caravana do Cordel convida para para o tradicional

ENCONTRO COM A POESIA DE CORDEL

em homenagem aos

80 ANOS DE MORTE DE FRANCISCO DAS CHAGAS BATISTA

Na programação

FEIRA DE LITERATURA DE CORDEL
RECITAL DE POESIA
EXPOSIÇÃO DE XILOGRAVURA
MÚSICA & LEITURA DE CORDEL

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Atração Especial

Exposição de esculturas em madeira do artista pernambucano Dé Pajeú

Lançamentos



Viagem com o Pavão Misterioso, de Marcos Linhares


O Coronel Avarento, de Josué Gonçalves de Araújo


As proezas de Adeládio, de Luiz Wilson

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A Caravana do Cordel é um movimento-escola formado por poetas e entusiastas do cordel que resolveram promover esse tipo de produção literária a partir do encontro com o público em geral. Desde o ano passado que os encontros acontecem mensalmente no Espaço Cineclubista na Rua Augusta em São Paulo. Este convite é para a abertura da temporada de 2010 no mesmo local e hora. Nosso lema é Um mundo de cordel para todo mundo e em nosso encontro estarão presentes os maiores nomes do cordel em São Paulo, bem como cantores convidados e estudiosos. Agradecemos a sua presença.

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sábado dia 6 de fevereiro às 19h30
Espaço Cineclubista

Rua Augusta, 1239 Centro
Metrô Consolação
(entrada franca)

A Editora Luzeiro apoia esse evento.

Marco Haurélio
http://marcohaurelio.blogspot.com/
http://fotolog.terra.com.br/marcohaurelio